quinta-feira, 21 de julho de 2011

Crescendo

Quando eu era criança achava que todas as pessoas ou eram princesas, ou príncipes, ou bruxas e bruxos poderosos. Papai Noel existia, bem como o Coelho da Páscoa e a Fada do Dente. 
A infância passou e com ela todas essas fantasias.
Foi quando comecei a me sentir grande e achar que sabia tudo, afinal na minha concepção eu já era adulta. Quebrei a cara, me decepcionei muito. Principalmente por esperar das outras pessoas o mesmo que eu faria por elas e por achar que todos eram bons, honestos e verdadeiros. Foi aí que deixei de confiar nas pessoas.
O tempo foi passando e eu amadurecendo. Conheci muitas pessoas. Pessoas que me fizeram sentir pena do mundo e pessoas que me fizeram ver que "toda a regra tem exceção", que nem todas as pessoas do mundo são egoístas, amargas e falsas; gente que me fez ver o quanto a vida pode ser bela, apesar de não ser um conto de fadas com príncipes, princesas e seres encantados; gente que me fez ver que viver vale a pena.
Durante essas fases eu esperava ansiosa pela chegada de determinadas datas... 13 anos, "pra não ser mais criança"; 15 anos, "pra ser uma moça"; 18 anos, "liberdaaaaade!". Agora vou vivendo sem esperar o meu próximo aniversário, a formatura da faculdade ou qualquer outra data que possa ser interessante pra mim, pois a data mais importante, agora sei, se chama HOJE.
E assim sigo: crescendo, aprendendo, ensinando, errando, caindo, levantando... com a certeza de que ainda tenho muito a aprender, muito a crescer e muito a evoluir.
E vamo que vamo!

Diana J. Ribeiro

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Primeira Vez (Martha Medeiros)

Era uma festa familiar, destas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro.

Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui?

De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia.

"Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"

Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais./ Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais!!!

Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável.

A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino.

Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo.

Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez.

Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa.

Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor.

Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo.

Me permitir ser um pouco insignificante.

E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir.

O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores.

E também quero mais tempo livre ... e mais abraços.




terça-feira, 19 de julho de 2011

O tempo voa


Ontem éramos meninas e brincávamos na rua de nossas casas.

De tardinha, enquanto os pais tomavam mate, em casa ou nos vizinhos nós,as crianças, brincávamos. Esconde-esconde, pega-pega, mamãe-cola,... jogávamos bolita, alerta, três cortes. Nas tardes, fossem elas ensolaradas ou chuvosas, as meninas brincavam com suas bonecas, geralmente reunidas. Eram amigas e aquilo era tão divertido.
De uma hora para outra, sem elas perceberem, o tempo passou... as meninas que antes corriam na rua, sujas, alegres e brincalhonas cresceram, se tornaram mulheres.
Hoje tem que casou, quem está para casar, quem namora, quem continua solteira; quem estuda, quem trabalha, quem faz os dois. As mudanças são muito visíveis e vão bem além do físico, mas as amizades que se iniciaram naquele tempo em que ir a escola e brincar com os amigos era tudo que tinhamos para fazer, permanecem.
Amizades como essas,  TEMPO NÃO APAGA E A DISTÂNCIA NÃO SEPARA.

Queridas amigas da Rua Três de Maio, mesmo longe e com pouco contato, vocês continuam sendo bem especiais. 

Diana J. Ribeiro

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Coragem!

    Coragem, segundo o dicionário, é firmeza de ânimo ante o perigo, as reveses, os sofrimento; ou no sentido figurado é constância, perseverança (com que se prossegue no que é difícil de conseguir).
   Estive pensando sobre o real significado da coragem. O que é ser uma pessoa corajosa? É não ter medo?
    Acredito que não. Medos fazem parte do ser humano. Não existe uma pessoa que não tenha medo...
    Cada um com o seu, é claro. Medo de escuro, medo da morte, medo das perdas, medo de animais, medo dos sentimentos, medo da derrota,...
    Coragem, para mim, nada mais é do que ato de enfrentar medo.
     Eu, por exemplo, tenho medo de não ser feliz. O que eu faço de corajoso? Faço aquilo que me diverte, luto pelos meus objetivos, por mais impossíveis que pareçam ser, e não me acostumo com aquilo que não me faz bem.
    Se eu me considero uma pessoa corajosa? Em partes. Ainda tenho muito que aprender, ainda tenho muito a arriscar. Meu maior medo sempre foi de errar, por isso pouco me arrisco. É aí que pretendo aplicar a minha "coragem". Quero me arriscar. Quero me jogar sem medo da queda, quero amar sem medo de ter o coração partido, quero experimentar novos sabores, quero caminhar na chuva, quero conhecer gente nova. Quero viver assim... sempre sonhando, sempre enfrentando meus medos, creio que só dessa forma continuarei sendo feliz.
     Minha dica? O segredo é se jogar, mesmo. Enfrentar o medo. O frio na barriga, o nervosismo, tudo faz parte, o que não dá é pra se encolher frente o que nos deixa assim. CORAGEM!

Diana J. Ribeiro

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Desapegar...

    Hoje, enquanto arrumava meu quarto vi muitos objetos que me lembram de momentos e de pessoas que passaram pela minha vida e deixaram marcas profundas. Os objetos já não tem utilidade alguma. Pensei então em como não sei desapegar. Não sei desapegar de objetos, nem de pessoas. Tenho lembranças maravilhosas de tudo o que passei junto das pessoas e cada objeto tem um valor sentimental, mesmo arranhado e quebrado. Sei que muita coisa deveria ir fora, afinal, hoje não passam de lixo e os objetos não querem dizer nada, o que vale de verdade é aquilo que tenho comigo, as lembranças, os sentimentos bons e aquela felicidade de ter vivido tantos momentos incríveis.
     Agora se me perguntem se, durante a arrumação de meu quarto, eu consegui me desfazer de alguma coisa, responderei que não. Sei lá, mas acredito que nós estamos numa constante batalha entre passado, presente e futuro.
     A gente vive bem o presente, mas lembramos muito do passado, fazendo comparações e ainda projetamos um futuro, cheio de desejos e ambições. Sou uma pessoa muito nostálgica e, francamente, não sei até que ponto isso me faz bem e até que ponto isso me faz mal. O que eu sei é que eu vou vivendo, me divertindo; fazendo novos amigos, adquirindo coisas novas, abrindo a mente para novas ideiais, novas experiência, porém não deixo que meu passado fique só no passado; mantenho, nem que seja na minha cabeça (e no meu coração) as amizades de anos, guardo os objetos velhos, na esperança de que um dia criarei coragem de os colocar em uma caixa e leva-los à lixeira; vejo, revejo e vejo de novo fotos antigas. Choro, me escabelo, ligo, falo um pouco, procuro, dou um abraço, volto pra casa e a saudade continua comigo.
   Assim sou, assim é minha vida. E se você me perguntar se eu sofro muito, responderei que é suportável e que o privilégio de ter vivido tudo que hoje me causa saudade vale qualquer dor.

Diana J. Ribeiro

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Amanhã...



Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo,
eu tiro um arco-íris da cartola.
E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior.
Maior que todo mal que existe no mundo.
Maior que todos os ventos contrários.
É maior porque é do bem.
E nisso, sim, acredito até o fim. 
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pegando a estrada...

Estou pegando a estrada. O caminho eu conheço, porém quem já caminhou nele mais de uma vez me contou que ele nunca é igual... Devo confessar que estou ansiosa e receosa.
Quero muito chegar ao destino a que estou me propondo.
A torcida é grande e a vontade minha também.
Que Deus me acompanhe e guie meus passos. Mais do que minha vontade e dedicação preciso ter fé e apoio. Apoio sei que não me faltará, afinal, não caminharei sozinha. Terei ao meu lado aqueles que querem chegar lá junto comigo. Alguns apenas para poderem comemorar comigo na hora da chegada...
Vamos lá, então!
Foi dada a largada, quando eu conseguir chegar (e se eu conseguir), conto aqui. ;)


"O que vale a pena possuir, vale a pena esperar." (Caio Fernando Abreu)

***
Aos queridos e queridas que torcem por mim, seja qual for o desafio que estou enfrentando, MUITO OBRIGADA. Saber que tenho vocês ao meu lado só me faz querer ser cada vez melhor.
Não é à toa que os amo tanto! ;)

***
Diana J. Ribeiro

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Férias!

Eu quero sofá, cama quentinha, coberta, chimarrão com o pai e a mãe de tardinha, pipoca com o irmão pela tarde; Dormir tarde de noite, acordar bem tarde de manhã, comer brigadeiro da panela, visitar os amigos e as pessoas queridas que a tempo não vejo, ... matar a saudade. Beber vinho, almoçar e jantar a comida de casa, que tem um gosto todo especial. Dançar, cantar, ler, twittar, ver bons filmes, ouvir boas músicas...
É fééééééérias! E se tiver o que eu citei aí em cima, pra mim, já está louco de bom! :D

sábado, 2 de julho de 2011

As ensinanças da dúvida

Tive um chão (mas já faz tempo)
todo feito de certezas
tão duras como lajedos.

Agora (o tempo é que fez)
tenho um caminho
de barro
umedecido de dúvidas.

Mas nele (devagar vou)
me cresce funda a certeza
de que vale a pena o amor...
(Thiago Mello)

Ser um empreendedor...

"Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...
Quantos projetos você deixou para trás?
Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos?
Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la."
(Augusto Cury)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A vivência de um sonho...

      No dia 11 de julho de 2009 eu assumi, comigo mesma a compromisso de representar o CTG Fronteira da Amizade, no concurso regional. Eu sabia que seria difícil, que não seria apoiada por todos, que seria necessário arregaçar as mangas e ir ao trabalho. E eu fui!
    Estudei, pesquisei, participei de eventos, pedi ajuda, corri atrás. Só eu sei quantas lágrimas foram derramadas nos momentos de decepção e desanimo. Mas EU CONSEGUI! Fui sem medo das críticas, e dei o melhor de mim.
      No dia 26 de junho de 2010, a realização do sonho. Tornei-me 2ª Prenda da 3ª Região Tradicionalista. Tudo foi maravilhoso...
     O ano que se seguiu foi igualmente fantástico. Para mim tudo era novo. Conheci pessoas sensacionais, aprendi muito, fiz amizades que não se acabarão com a gestão, adquiri muito conhecimento e experiência.
     




































Agora, me preparo para, no próximo sábado, de 25 de junho de 2011, entregar meu cargo. A saudade com certeza se fará presente sempre, assim como as boas lembranças de todos os momentos que passei ao lado dos meus queridos colegas de gestão.
Depois de tudo o que vivi, o que me resta é agradecer ao Patrão do Céu e a todos que me ajudaram e que fizeram parte deste lindo capítulo da minha vida.

A todos e a todas, meu sincero MUITO OBRIGADA!


Diana Juciéli Ribeiro
2ªPrenda da 3ªRT
Gestão 2010/2011


Mulheres do topo

"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.  (Machado de Assis)

Pense nisso...
;D

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estou fazendo uns GOLS. :D

Há algum tempo conheci uma pessoas, muito queridas, que estão me inspirando a ir além.
Graças ao incentivo (meio obrigado), acreditem, eu já joguei futebol e aprendi até a jogar Fifa. Pois é, se você que está lendo me conhece minimamente, saberá que estas são atividades (quase) incompatível com minha pessoa. hehe
Porém, essas queridas pessoas, tem o poder de me tirarem do caminho. Gosto disso!
É bom se arriscar em coisas novas.
Até hoje, só havia feito aquilo que tinha certeza que faria bem. "Se é para fazer, que seja bem feito" era uma frase que, certamente seria defendida por mim, já que eu fazia apenas o que eu sabia que faria bem.
Agora mudei um pouco. Estou me permitindo tentar outras maneiras de fazer coisas que eu dominava bem, mas de um único jeito. Estou me permitindo caminhar em terrenos duvidosos. Estou me permitindo errar... e isso é muito bom.
Certamente as quedas serão mais frequentes que antes, entretanto as ascensões serão maiores.
Estou chutando muuuuuuuuito a arco e de vez em quando eu até que faço uns gols. ;D


***
As queridas que citei antes, tenho certeza que ao lerem saberão que é delas que me referi.
Meninas, só uma palavrinha pra vocês: OBRIGADA. *----*

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Poder da Validação (Stephen Kanitz)

Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho.
Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.
Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.
Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.
Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é". Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu".
Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.

Artigo publicado na Revista Veja, edição 1705, ano 34, nº 24, 20 de junho de 2001. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Até logo

Era uma vez uma menina que se apaixonava pelas coisas e pelas pessoas de uma maneira muito intensa. Encantá-la não era difícil. Conseguir um espaço no seu coração, então, era muito fácil. Bastava ser amável, tratá-la bem e ter paciência, que, em pouco tempo, passaria a ser chamado de amigo ou amiga.
Esta menina valorizava tudo e todos que amava, de tal modo, que para ela, todos eram especiais e essenciais.
A menina, aos poucos, foi percebendo que por maior que fosse o seu amor, na maioria das vezes, não era o suficiente para prender pessoas e para que as coisas não fossem envelhecendo e perdessem o seu valor.
A menina morria cada vez que tinha que dar um adeus, se despedir de alguém que amava, jogar fora uma carta ou um objeto que, mesmo quebrado, sujo e sem nenhuma utilidade, lhe tinha um valor sentimental todo especial.
A doce menina, foi crescendo, foi vivendo, e passou a descrer no "pra sempre". Seus amigos, passaram a ser apenas parceria para os momentos de risos; as cartas, após lidas, eram jogadas fora; quando recebia presentes, fazia questão de não ler o bilhete que acompanhava e de não pensar muito em quem lhe fizera o agrado. A doce menina se transformou em uma mulher infeliz e amargurada, que não sofria na hora de se despedir, pois não mantinha nenhum vínculo com ninguém.
E assim ele viveu, até o dia em que percebeu que quem não tem lembranças, sejam elas boas ou más, não sente saudades e esconde-se do amor, por puro medo de sofrer, não vive de verdade.
Hoje, aquela que já foi uma doce menina e uma amargurada mulher, é uma pessoa feliz, que se encanta, ama, sorri, chora, erra, faz planos e sente falta do que passou.
As despedidas continuam a matar-lhe, entretanto, hoje ela sabe que um adeus, não quer dizer até nunca mais, e que pode e deve ser encarado com um até logo. Agora ela sabe que é preferível sofrer ao se despedir, do que viver uma vida em vão, sem nunca ter se deixado encantar por ninguém.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O pequeno príncipe (trecho principal)

"Então a raposa apareceu.
-"Bom dia."-disse a raposa.
-"Bom dia."- respondeu educadamente o Pequeno Príncipe.
-"Quem és tu? És tão bonita de se olhar."
-"Eu sou uma raposa.", disse a raposa.
-"Vem brincar comigo.", propôs o Pequeno Príncipe.
-"Eu estou tão triste."
-"Não posso brincar contigo.", disse a raposa.
- "Eu não estou cativada."
- "O que significada isso ? cativar?"
-"É uma coisa que as pessoas frequentemente negligenciam.", disse a raposa.
-"Significa criar laços."
-"Sim.", disse a raposa.
-"Para mim és apenas um menininho e eu não tenho necessidade de ti. E tu por sua vez, não tens nenhuma necessidade de mim. Para ti eu não sou nada mais do que uma raposa, mas se tu me cativares então nós precisaremos um do outro". A raposa olhou fixamente para o Pequeno Príncipe durante muito tempo e disse:
-"Por favor cativa-me."
-"O que eu devo fazer para te cativar?" perguntou o Pequeno Príncipe.
-"Deves ser muito paciente.", disse a raposa.
-"Primeiro vais sentar-te a uma pequena distância de mim e não vais dizer nada. Palavras são uma fonte de desentendimento. Mas sentar-te-ás um pouco mais perto de mim todos os dias."
No dia seguinte o Príncipezinho voltou.
-"Teria sido melhor voltares à mesma hora." disse a raposa.
-" Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais me sentirei feliz. Ás quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens por exemplo a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...É preciso criar rituais."
Então o Pequeno Príncipe cativou a raposa.
Quando chegou a hora da partida dele:
-"Oh!" disse a raposa. -"Eu vou chorar".
-"A culpa é tua", disse o Pequeno Príncipe.
- "Tu mesma quiseste que eu te cativasse...".
-"Adeus.", disse o Pequeno Príncipe.
- "Adeus.", disse a raposa.
-"Agora vou contar-te um segredo: Nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas tu não deve esquecê-la. Tu tornas-te eternamente responsável por tudo aquilo que cativas. "
(Saint-Exupéry)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Gosto de gente que sonha

Gosto de gente que sonha, que faz planos, mas que, acima de tudo, batalha para conquistar o que almeja.
Ultimamente, tenho me sentido muito orgulhosa, de ver que tenho amigos tão valentes e audaciosos, dedicados e guerreiros, que não deixam que o medo da queda atrapalhe a jornada em diração de seus objetivos.
Nos próximos finais de semana, várias pessoas que eu gosto muito estarão enfrentando grandes desafios, rumo a realização de objetivos. Sei que todas, sem excessão, estão se preparando muito, e tenho certeza de que farão muito bem o que lhes compete, e que os resultados desses esforços, serão apenas consequências de trabalhos bem realizados.
Fico extremamente feliz em perceber que estas corajosas pessoas, apresar de todos os medos, de todos os problemas que podem surgir, de toda a torcida contra, não se deixam abalar pelo medo e seguem em frente. Talvez essa seja a qualidade mais bonita dessas pessoas, a capacidade de sonhar e de fazer tudo o que é possível para o tirarem seus projetos do papel.
Optei por não citar nomes nessa postagem, porém tenho a certeza de que as pessoas a quem me direcionei, se lerem, saberão que é para elas, pois já deixei muito clara admiração que sinto por cada uma delas.
Meus queridos sonhadores e minhas queridas sonhadoras, não tenho nada mais a lhes dizer, além de desejar-lhes SUCESSO. Sei que o que tinha, ou tem que ser feito, está nas mãos de vocês, e essas mãos que tanto fizeram, tenho a convicção de que continuarão construindo coisas maravilhosas.


Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: "Que tamanho tem o universo?". Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: "O universo tem o tamanho do seu mundo". Perturbada, ela novamente indagou: "Que tamanho tem meu mundo?". O pensador respondeu: "Tem o tamanho dos seus sonhos". Augusto Cury

Tira da Mafalda (1)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tudo é passageiro...

Por que o passado, muitas vezes, insiste em se fazer presente? Perguntinha difícil, né?!
Quantas vezes você quis esquecer o que passou e não conseguiu?
Há certas lembranças, geralmente as que doem mais, que não saem de nossas cabeças e ficam por lá, martelando e machucando, na maioria das vezes, não a cabeça, mas o coração.
A pior de todas essas dores é a saudade, e a pior saudade é de alguém que esqueceu você.
Cazuza, um dia disse "Tenho amor incondicional pelas pessoas que entram em minha vida e sinceramente, não sei o quanto isso é bom nos dias atuais. Talvez esse seja meu pior defeito."
Eu, assim como o poeta Cazuza, também tenho esse defeito de me apegar as pessoas de uma maneira muito intensa. Na minha cabeça, amigos têm que estar presentes, não necessariamente em corpo, mas em alma.
Se tem uma coisa que me destrói, é perceber que estou sendo esquecida por uma pessoa querida. Não me incomoda que meus amigos façam novos amigos, e passem a sair com eles, se divertir com eles,..., pelo contrário, fico é muito feliz, afinal também faço novas amizades e estabeleço outros laços, que para mim, também são eternos. O que me deixa triste é aquele recado que não é respondido, aquele "oi" xoxo, é encontrar o amigo ou a amiga e perceber que o mesmo não mantém o mesmo sentimento que mantia em relação a mim. Isso sim que me machuca... Porém aos poucos, vou crescendo e aprendendo a respeitar o esquecimento das pessoas que eu não consigo esquecer. E a dor, vai perdendo a intensidade, vai se acomodando em minha lembrança, junto com as memórias de tudo o que foi e nunca mais será, já que nesses mundo, infelizmente, tudo é passageiro.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Que lição.

"Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências."

(Osho)